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Objectivos: Criar entre os seus membros um verdadeiro espírito europeu e transmiti-lo, por todos os meios ao seu alcance, aos outros membros da comunidade em que estão inseridos; Promover, com o apoio das entidades competentes, acções de dinamização tendentes a uma melhor informação sobre a Europa...
sexta-feira, 17 de julho de 2015
terça-feira, 15 de abril de 2014
Os dois primeiros pilares da união bancária europeia estão a postos, mas ainda falta o terceiro.
Crises bancárias serão geridas de forma diferente no futuro /KAI PFAFFENBACH REUTERS
A União Europeia (UE) completou esta terça-feira o maior projecto de integração desde a criação do euro, com a aprovação formal dos últimos passos de um novo processo que vai alterar profundamente a gestão de futuras crises bancárias de forma a evitar que voltem a rebentar com as finanças públicas dos respectivos países.
O processo ficou concluído com uma votação no Parlamento Europeu (PE) de um pacote legislativo que encerrou dois anos de intensas negociações com os governos da UE para a criação das duas primeiras etapas de uma nova união bancária europeia.
Mesmo se os críticos consideram as novas regras complexas e insuficientes, a verdade é que a nova união bancária vai operar uma verdadeira revolução na gestão do sector financeiro: os poderes de supervisão (vigilância) dos bancos e de decisão sobre a liquidação dos que estiverem em risco de falir, a par do financiamento dos respectivos custos, vão ser transferidos da responsabilidade nacional, como era o caso até agora, para o nível europeu, que centralizará todo o processo.
Isto significa que o que aconteceu na crise financeira de
2008/2009, em que cada país da UE socorreu de forma isolada os seus bancos
falidos, com sérios custos para os seus cidadãos em termos de políticas de
austeridade para reduzir as dívidas assumidas, vai passar a ser feito de forma
colectiva e com base nas mesmas regras.
“A união bancária não é uma bala de prata que vai resolver tudo
(...), mas esperamos que crie um verdadeiro mercado que permita que o crédito
às pequenas e médias empresas seja concedido de forma mais fácil e a taxas mais
competitivas do que tem sido desde a crise”, afirmou Elisa Ferreira,
eurodeputada socialista portuguesa, que pilotou as negociações com os governos
em nome do PE.
Isto porque, frisou, “nos Estados que são vistos como mais
frágeis os seus bancos absorvem a fragilidade do país, porque se pensa que têm
menor probabilidade de serem salvos, porque o seu país não é tão forte como
outros. Por essa razão, estes bancos têm maior dificuldade em obter eles
próprios crédito e conceder crédito suficiente ou em condições aceitáveis para
a economia”, justificou.
O primeiro passo da união bancária foi dado há um ano com a
decisão dos governos de transferir para o Banco Central Europeu (BCE) a
responsabilidade pela supervisão dos principais bancos, que passarão a ser
vigiados com base em regras comuns. Este passo permitirá acabar com a tendência
habitual dos supervisores nacionais de esconder os “podres” dos “seus” bancos,
o que continua a pesar sobre a credibilidade do sistema bancário europeu.
Se e quando o BCE decretar que um banco está em riso de falir, entra
em cena o segundo pilar da união bancária – o processo de “resolução”
(liquidação ou reestruturação da instituição) – que foi formalmente aprovado
esta terça-feira pelo PE depois de longos meses de negociações com os governos
da UE.
A partir do sinal de alarme do BCE, um “conselho de resolução”
formado pelos reguladores nacionais dos países onde o banco a liquidar opera,
mais cinco personalidades permanentes, terá a responsabilidade de aprovar um
plano para a resolução da instituição.
Os custos deste processo serão antes de mais assumidos pelos
accionistas e outros credores do banco em causa e, em última análise, pelos
depositantes com mais de 100 mil euros. A contribuição destas entidades deverá
ser equivalente a pelo menos 8% do valor de todas as actividades do banco.
A partir deste montante, a “resolução” poderá ser financiada a
partir de um fundo alimentado pelos próprios bancos até um montante a rondar os
55 mil milhões de euros.
Este fundo, que inicialmente deveria demorar dez anos a ser
constituído e que só se tornaria plenamente “europeu” no final do período,
demorará afinal apenas oito anos a construir e terá 70% das suas
dotações financeiras “mutualizadas” ao fim de três. Isso significa que cada
país deixará de ficar limitado aos fundos do seu compartimento nacional e
poderá ir buscar ao “bolo” comum os meios necessários.
O PE também conseguiu simplificar o processo de decisão de
liquidação dos bancos e, sobretudo, limitar o poder de intervenção política dos
governos. As decisões do conselho de supervisão serão de cariz sobretudo
técnico e poderão incluir o encerramento de um banco mesmo contra a vontade do
país onde opera, podendo os governos apenas intervir em casos excecionais.
PÚBLICO, 2014/4/15
sábado, 29 de março de 2014
Viagem à Europa - Março de 2014 - Fonte: "Público", 2014/3/29

O comboio para Nice começa a andar devagar, quase fantasmagórico, pouco depois da partida. Até que pára. Da janela vê-se uma sucata: duas montanhas de carros espatifados, vários cubos de metal, súmula compacta do que foram antes esses carros.
Uma inglesa percebe que vai perder o avião, duas russas em passeio pela Côte d’Azur arrependem-se de não ter apanhado o comboio seguinte. Um atraso no primeiro comboio implica ligações perdidas e uma chegada muito mais tardia; é o pesadelo de quem viaja.
Não é algo raro nesta linha, diz Sarah Taghouti, 21 anos, estudante de comunicação multimédia, que todos os dias chega à estação para apanhar o comboio das 6h31, faz duas horas de Marselha para St. Raphael, onde é o curso, e ao fim do dia, apanha o comboio das 20h, mais duas horas de volta de St. Raphael para Marselha.
Já só faltam uns meses para acabar o curso e fazer um estágio. O mercado de trabalho em Marselha não está brilhante, e ela queria mesmo era ser realizadora. “Mas isso é impossível”, diz. No entanto, está optimista; planeia uma start up com amigos. "Acho que temos boas hipóteses."
A meio da conversa, finalmente chega a um comboio de substituição, mas continuamos a falar e da economia passamos para a multiculturalidade de Marselha. Sarah comenta: “Em França são um pouco racistas. Às vezes sinto isso. Eu sou francesa, nasci cá, apenas tenho mãe tunisina. O que é que isso tem? Não percebo o ponto de vista destas pessoas.”
Uma funcionária dos comboios distribui água, sumo e bolachas, tudo numa caixa arrumada, “lamentamos o atraso”.
Pergunto a Sarah sobre o tema quente do momento, as eleições: ela não se interessa. “Votei numas eleições, as presidenciais, primeiro Mélenchon e depois Hollande, mas fiquei muito desiludida.” Mesmo que se fale da Frente Nacional: “É triste que haja pessoas a votar neles.”
Durante cerca de um mês vamos andar em viagem pela Europa. Seguem-se Milão,
Atenas, Sófia, Budapeste, Berlim, Amesterdão, Calais, Londres e Bruxelas. Se
tiver sugestões, contactenos PÚBLICO):viagemeuropa@publico.pt.
terça-feira, 4 de março de 2014
Fumar altera cérebro de adolescentes, segundo Expresso, 2014/3/4
Fonte: Expresso, 2014/3/4: Os resultados do estudo mostram que fumar durante a adolescência causa mudanças no cérebro que tornam mais difícil deixar o tabaco mais tarde
Nuno Fox
Um estudo revela que a exposição precoce ao tabaco pode afetar a maneira como se deseja nicotina.
Começar a fumar muito jovem pode diminuir a parte do cérebro responsável pela tomada de decisões e pela capacidade de controlar a vontade de fumar, revela um estudo norte-americano.
A investigação, publicada no jornal "Neuropsychopharmacology", descobriu que a ínsula direita dos jovens fumadores é mais fina do que a dos não-fumadores, e que essa diferença nasce com o hábito de fumar um maço de cigarros ou menos por dia.
A parte do cérebro em questão, altamente sensível à nicotina, é responsável pela tomada de decisões e está associada a áreas que abragem tanto os vícios como a capacidade de controlar a vontade de fumar.
"É possível que fumar durante este período possa ter efeitos e altere a dependência de tabaco mais tarde na vida, e que isso acabe por influenciar a trajetória de desenvolvimento do cérebro", explica Edythe London, uma das investigadoras responsáveis pelo estudo à revista "Time".
Os resultados dos cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, mostram que fumar durante a adolescência, uma altura importante para o desenvolvimento do cérebro, causa mudanças que tornam mais difícil deixar o tabaco mais tarde.
"Acho que esta descoberta é muito entusiasmante porque aponta para uma vulnerabilidade, um fator de vulnerabilidade com potencial, quer para que os jovens se tornem dependentes da nicotina ou para os efeitos daí decorrentes na trajetória do desenvolvimento do cérebro", concluiu Edythe London.
Essa mudança de trajetória pode não só alterar o comportamento do fumador mas a tomada de decisões, no geral, já que a ínsula é responsável por essas funções.
Os cientistas norte-americanos chegaram a estas conclusões depois de analisarem o cérebro de 18 adolescentes fumadores e de 24 adolescentes não-fumadores, entre os 16 e os 21 anos.
O foco desta investigação surgiu na sequência de descobertas anteriores, que já mostravam alterações causadas pelo tabaco no tamanho e volume da ínsula em adultos e animais.
Fonte:: http://expresso.sapo.pt/fumar-altera-cerebro-de-adolescentes=f859034#ixzz2uz1MKbQj [Acedido a 2014/3/4]
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Saúde: Mulheres grávidas expostas ao fumo, sem nunca terem fumado, correm maior risco de perder o bebé
Fonte: Correio da Manhã, de 2014/2/28
As grávidas que são fumadoras passivas podem correr o risco de perda do bebé, indica uma pesquisa divulgada esta quinta-feira pelo jornal Tobacco Control, que considera o resultado um passo significativo para esclarecer os perigos da exposição ao fumo passivo.
Segundo a publicação, o tabagismo passivo pode levar a aborto espontâneo, morte fetal e gravidez ectópica ou tubária, que é uma gravidez anormal que ocorre fora do útero, em que normalmente o bebé não consegue sobreviver.
"Este estudo demonstrou que os resultados da gravidez podem ser correlacionados com o tabagismo passivo. Significativamente, as mulheres que nunca fumaram, mas que foram expostas ao fumo passivo correram maior risco de perda fetal", disse o investigador principal do estudo, Andrew Hyland, que preside ao Departamento de Saúde Comportamental em Nova Iorque, citado pela publicação.
Estudos anteriores sobre a matéria estabelecerem a relação entre fumar durante a gravidez e os três resultados de perda fetal - o aborto espontâneo ou natural (perda de um feto antes de 20 semanas de gestação), nado-morto (perda de um feto depois de 20 ou mais semanas de gestação) e gravidez ectópica tubária -, as evidências do risco à exposição do fumo passivo eram limitadas.
Os resultados demonstram que as mulheres com os mais altos níveis de exposição ao fumo de cigarros - apesar de elas mesmas nunca terem fumado - tiveram significativamente maiores estimativas de risco para todos os três resultados adversos da gravidez, concluem os pesquisadores.
Os riscos que as mulheres grávidas fumadoras passivas, submetidas ao estudo, correram aproximaram-se ao observado em mulheres que fumam, incluindo aquelas que fumaram mais de 100 cigarros durante toda a vida.
Também foram avaliados adultos que se expuseram ao fumo dentro de casa por mais de 20 anos e adultos que se submeteram a ambientes de fumadores no trabalho por mais de 10 anos.
"Este estudo oferece novas informações para as mulheres em relação ao impacto que o fumo passivo pode ter sobre os resultados reprodutivos e a sua capacidade de ter uma gravidez com sucesso", disse Andrew Hyland.
"O objetivo do estudo também é fornecer aos profissionais de saúde pública e outros informações sobre quais as orientações de saúde e as consequências significativas de fumo passivo", acrescentou o investigador.
De acordo com jornal Tobacco Control, o estudo é igualmente importante, por um lado, por levar em consideração a exposição dos participantes ao fumo, tanto na infância, como na idade adulta, e não apenas durante a gravidez, ou somente após os anos do período de gestação.
Os pesquisadores compararam também o grupo de mulheres não fumadoras com as que nunca se expuseram a ambientes de fumadores, criando assim um grupo verdadeiramente de controlo se comparado aos estudos anteriores, refere a publicação.
A pesquisa abrangeu 80.762 mulheres, número que representa uma das maiores amostras neste tipo de pesquisa.
A pesquisa abrangeu 80.762 mulheres, número que representa uma das maiores amostras neste tipo de pesquisa.
"Os participantes vieram de várias áreas geográficas e têm várias origens étnicas, educacionais e socioeconómicas. Isso permitiu uma avaliação abrangente de informações detalhadas sobre as exposições, resultados e potenciais fatores de confusão", considerou o coautor do estudo Jean Wactawski-Wende, docente no Departamentos de Medicina Preventiva e Social, Ginecologia e Obstetrícia na Universidade de Buffalo, em Nova Iorque.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
População: Portugueses estão mais velhos e mais pobres, fonte: Correio da Manhã, de 2014/2/8
Os portugueses estão mais velhos, mais pobres e são em menor número, de acordo com Anuário Estatístico de 2012, divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística. A população com mais de 65 anos era em 2012 de 2 032 606, enquanto que no ano anterior ficava-se pelos
2 007 646 idosos.
2 007 646 idosos.
O ano fica marcado pelo empobrecimento: o Produto Interno Bruto por habitante foi de 15 608 euros, quando em 2011 totalizava 16 111 euros. Em Portugal viviam 10,4 milhões, o que traduz uma redução de 55 mil habitantes face a 2011. A queda demográfica resulta do número de óbitos ter sido superior aos nascimentos em 17 mil. A diferença entre os que saíram face aos que entraram foi de 38 mil.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Álcool, tabaco e obesidade alimentam subida crescente de casos de cancro, in PÚBLICO 04/02/2014
Peritos da Organização Mundial de Saúde defendem que a única solução é a prevenção, sugerindo a criação de um imposto para bebidas açucaradas.
Christopher Wild, director da Agência Internacional para a Pesquisa em Cancro e um dos autores do documento, disse que, apesar dos avanços no lado da cura, “o problema não se resolve apenas deste lado. É preciso mais prevenção e a detecção precoce é essencial.”
O número de casos de cancros no mundo poderá subir 70% nos próximos 20 anos, alertou esta segunda-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS) no Relatório Mundial sobre Cancro 2014. Os peritos dizem que a forma de travar a epidemia não passa apenas pela cura, mas sobretudo pela prevenção, e propõem, por exemplo, a criação de um impostos especial para bebidas açucaradas. Entre as causas da subida estão o consumo de álcool, de açúcar e a obesidade, cita o jornal britânico The Guardian.
Por ano, prevê-se que surjam no mundo cerca de 25 milhões de novos casos de cancro. Metade destes podem ser prevenidos, já que estão ligados a estilos de vida, refere o documento produzido pela Agência Internacional para a Pesquisa em Cancro, uma unidade da OMS especializada na patologia. Não é realista travar a subida pensando apenas nas formas de curar a doença, defendem os seus autores, notando que é essencial o enfoque na prevenção. Até para os países mais ricos o fardo vai tornar-se insustentável em termos de custos, refere o documento, citado pelo The Guardian.
Mas a doença está cada vez mais presente também em países mais pobres, onde os cancros mais frequentes têm origem em infecções, como é o caso do cancro do colo do útero, muito prevalecente nestes países, onde não existe rastreio e muito menos acesso à vacina.
Nos países mais ricos, os cancros que estão a aumentar estão sobretudo ligados a estilos de vida, associados “ao uso crescente do tabaco, consumo de álcool, ingestão de alimentos transformados e falta de exercício físico”, escreve na introdução ao relatório Margaret Chan, directora da OMS.
Prevenção e detecção precoce
Christopher Wild, director da Agência Internacional para a Pesquisa em Cancro e um dos autores do documento, disse que, apesar dos avanços no lado da cura, “o problema não se resolve apenas deste lado. É preciso mais prevenção e a detecção precoce é essencial.”
Bernard Stewart, investigador da University of New South Wales e outro dos autores, apelou à discussão de medidas como a criação de um imposto especial para as bebidas açucaradas, como uma possível forma de fazer diminuir cancros que têm origem na obesidade e na falta de exercício físico.
Em relação ao álcool, lembrou que o seu consumo esteve na origem de 337,400 milhões de mortes no mundo em 2010, sobretudo entre homens. A maioria são mortes por cancro do fígado, mas o álcool também aumenta o risco de cancro da boca, esófago, intestino, pâncreas, mama e outros. “A sua rotulagem, os locais onde é comercializado e os preços de venda ao público devem ser questões a debater”, disse Stewart. Propõe também a criação de um imposto para bebidas açucaradas. O relatório refere que todos os esforços para reduzir a percentagem de refrigerantes que têm adição de açúcar deviam ser prioritários.
Droga:
A perigosa moda de fumar charros de hortênsias -Flores tem sido roubada na
Alemanha e França para fumar como droga., fonte: CM: 2014/2/8
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