domingo, 4 de setembro de 2011

Ano Europeu do Voluntariado 2011

    "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!
    (Fernando Pessoa)

    Um presente para os amigos interessados nas artes e cultura geral. O seguinte link é,  talvez, um dos mais completos trabalhos que consultei. É extraordinário, porque nos leva ao mundo dos museus mundiais, à pintura, escultura, pinoteca, slides, músicas e muito mais...
    Consultai-o e deliciai-vos:
    http://www.sabercultural.com

    Com um abraço do Fernando Reis Costa, 2011/10/01
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      Ano Europeu do Voluntariado 2011


      Voluntariado. Uma boa acção por dia, não sabe o bem que lhe fazia
      Publicado em 03 de Setembro de 2011  | 
      No dia 31 de Agosto foi o Dia Internacional da Solidariedade e o i decidiu ir conhecer algumas das pessoas que fazem a diferença

      "Ser-se voluntário é ter a capacidade de com pouco se fazer muito", diz Andreia Oliveira, do Porto. Com apenas 16 anos, esta jovem já tinha ideias de gente grande e decidiu fundar a Oficina dos Direitos Humanos. A ideia surgiu através de um grupo de pessoas que decidiram associar-se e criar um projecto que defendesse os direitos humanos. "São os direitos básicos à vida, mas na prática são muitas vezes esquecidos", diz entusiasmada. Durante os três anos que a Oficina existiu, os eventos realizados a favor da comunidade foram vários. Actividades didácticas para os jovens, acções de sensibilização na rua, apresentações sobre valores e ética nas escolas são apenas alguns exemplos. "Procurávamos mudar mentalidades, tornar as pessoas activas contra situações de violência, de discriminação e pobreza", relembra a jovem. "É extremamente gratificante o exercício de pormos de lado os nossos problemas e investir o nosso tempo e atenção nos outros. O mais engraçado é que no final do dia acabamos por receber bem mais do que damos", conta Andreia.

      Ana Barros, também do Porto, tinha apenas 15 anos quando decidiu aliar-se a uma causa que no início não convencia os pais. "O meu grupo da catequese achou que seria bom começarmos a fazer voluntariado e escolhemos o IPO. Os meus pais e alguns amigos estavam um bocadinho de pé atrás. Diziam que era muito forte a nível emocional e que talvez não devesse ir", relembra. Mas Ana, que sempre adorou crianças e tem uma admiração especial pelas vítimas de cancro, foi, e ainda hoje recorda o que viveu. "Lembro-me de uma menina que estava em fase terminal de um tumor cerebral. Tinha cinco anos e esteve internada dois. A primeira vez que a vi ela disse-me: "És gira como eu, mas tens cabelo e eu não." Senti-me um farrapo e, a partir daí, ia visitá-la sempre com o cabelo apanhado ou em trança, para parecer mais curto. Morreu dias depois e foi muito complicado", diz, emocionada. Hoje, com 21 anos e já com um filho, Ana diz que a sua experiência a tornou uma pessoa melhor. "Emociono-me sempre que falo disto porque estamos a falar de crianças, os seres que consideramos sempre mais frágeis, mas que muitas vezes são bem mais adultos e conscientes da vida. Agora que fui mãe ainda sinto mais o valor do que fiz e penso voltar a fazê-lo", declara.

      Isabel Lima de Braga teve uma experiência diferente. Com 18 anos, decidiu pesquisar na internet como podia ajudar aqueles que mais precisavam e encontrou o Banco Alimentar. Embora tivesse duas opções, trabalhar nos hipermercados ou no armazém, Isabel escolheu os "bastidores". "Achei que no armazém precisavam de mais mãos para ajudar", explica. E era verdade. A jovem conta que lhe passaram pelas mãos milhares de pacotes de bolachas mas o cansaço não era sentido, muito pelo contrário. "O espírito no armazém era muito bom, havia música, as pessoas cantavam e dançavam. Quando anunciavam quantos quilos já tínhamos recolhido aquilo era a verdadeira festa", recorda. "Não há melhor sensação que aquela", diz alegremente a jovem bracarense.

      Já Telma Martins, com 25 anos, é de Coimbra e encontrou no voluntariado uma forma não só de ajudar mas também de praticar a sua profissão. "Dou consultas de psicologia e preparo actividades para crianças numa associação de apoio a crianças e jovens em risco", conta. Começou porque era a sua área, mas a verdade é que já há dois anos que é voluntária e não pensa em abandonar a associação. "É realmente muito gratificante", afirma a psicóloga.

      Telma Fortunato, também de Coimbra optou por um voluntariado diferente. Depois de ter pesquisado vários tipos de voluntariado, inscreveu-se no Projecto Marginal. "Tive sorte pois foi na altura da Tour 360o dos U2 e assim que soube que eles procuravam voluntários para esse espectáculo resolvi ver se conseguia participar", lembra a jovem, que arriscou e não se arrependeu. "A experiência foi única, o espírito de equipa e de entreajuda enquanto ajudávamos a organização do concerto foi muito especial. Tornámo-nos uma pequena família", diz a estudante de Comunicação Organizacional.

      Catarina Marcos, de Lisboa, decidiu ir mais longe. Através da Associação Leigos para o Desenvolvimento escolheu o voluntariado internacional. "Partimos dia 16 de Setembro para São Tomé e é um misto de entusiasmo e receio. É óptimo saber que vou dar algo bom às pessoas, assim como receber, mas tenho um friozinho na barriga. Afinal vou para o desconhecido", confessa a jovem de 26 anos.

      Daniela Vietas, já experimentou este projecto intercultural que dura há 25 anos em prol do desenvolvimento e que actua em São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e até em Portugal. "Antes de partir, os voluntários têm um ano de formação, e depois ficam lá o mesmo período. É apaixonante", diz, entusiasmada. A associação já fundou duas escolas em São Tomé e Moçambique e agora vai actuar em Porto Alegre, o local mais isolado de São Tomé. "Vamos tentar criar estabelecimentos de ensino, dar formação profissional, incutir o empreendedorismo e promover a sustentabilidade", explica Daniela. 



      terça-feira, 23 de agosto de 2011

      Mundo - Haiti e as Mulheres

       A incrível e triste história de ser mulher no Haiti
      Publicado em 31 de Agosto de 2011  (Jornal I) 

      As mulheres haitianas continuam a ser vítimas de violações e gravidezes indesejáveis e da falta de acesso a cuidados pré-natais denuncia a Human Rights Watch

      No Haiti há quem dê à luz numa esquina por não ter dinheiro para pagar uma cesariana. Epidurais, um hospital, uma maca que seja, são cuidados a que grande parte das haitianas não se podem dar ao luxo. O Haiti tinha a mais alta taxa de mortalidade infantil do hemisfério ocidental antes do tremor de terra de 12 de Janeiro de 2010; hoje esse número é desconhecido, mas a julgar pelo relatório divulgado ontem pela Human Rights Watch (HRW) não custa imaginar que a situação se tenha degradado.

      "Mais de um ano e meio depois do sismo, algumas mulheres e raparigas dão à luz desacompanhadas, no chão lamacento das tendas, ou trocam comida por sexo sem protecção contra gravidezes indesejáveis", explica Kenneth Roth, director executivo da HRW.

      Para cima de 300 mil mulheres e raparigas vivem actualmente nos campos de deslocados haitianos. Sem acesso a cuidados reprodutivos e maternos, apesar do sem precedente acesso a cuidados de saúde que existe actualmente no país, devido aos esforços dos países doadores, que juntaram 3,8 mil milhões de euros para ajudar à recuperação do Haiti.

      Ainda sem 15 anos feitos, Florence tem uma barriga de cinco meses e não tem pais. Vivia com a família para a qual fazia tarefas domésticas com quem se mudou para o campo de refugiados de Mais Gaté após o terramoto. Violada pelo patrão foi ameaçada: o silêncio em troca da vida. Alguém a levou a um médico mas Florence desistiu dos cuidados pré-natais por não ter dinheiro para pagar as análises. "Fui uma vez ao médico, que me passou uma receita. Não tenho dinheiro para as análises ao sangue e às fezes", conta Florence, citada no relatório. "O médico disse-me que voltasse, mas aconselhou-me a voltar com os resultados das análises. Não tenho mãe nem pai, vivo com uma "tia" [a patroa], só que ela já não toma conta de mim. Agora vivo no campo com outra pessoa, desde que fui violada", acrescenta.

      A vulnerabilidade das adolescentes e das mulheres já era uma preocupação no Haiti muito antes do tremor de terra as ter deixado numa situação ainda mais frágil, diz o documento da HRW - "''Ninguém se Lembra de Nós'': Fracasso na Protecção dos Direitos das Mulheres e das Raparigas à Saúde e à Segurança no Haiti Pós-Sismo".

      Feito com base em mais de 100 entrevistas realizadas nos campos de deslocados a raparigas e mulheres entre os 14 e os 42 anos que engravidaram ou deram à luz depois do terramoto, o relatório chega à conclusão que as autoridades haitianas e as organizações internacionais presentes no país não estão a fazer o necessário para prevenir a morte materno-infantil.

      Da verba total angariada para a recuperação do Haiti, o governo reservou 178 milhões de euros para cuidados de saúde, embora até ao momento menos de metade desse dinheiro tenha sido usado - 81,6 milhões de euros. Para Roth, "com 178 milhões de euros destinados aos cuidados de saúde, nenhuma mulher devia ter de dar à luz na rua". E não é o que acontece. A falta de coordenação e de partilha de dados entre as ONG a trabalhar no terreno torna tudo muito mais difícil, pois é complicado perceber onde está a ser usado o dinheiro e com que eficiência.

      Carecem de informação as organizações não governamentais, as autoridades e, em consequência disso, as próprias haitianas que, na maioria das vezes, nem sequer sabem que existem contraceptivos de emergência e outros cuidados pós-violação disponíveis gratuitamente em algumas clínicas.

      Ghesla é uma mãe solteira com três filhos que perdeu tudo no sismo: "As pessoas tentam sobreviver como podem. As mulheres têm relações com homens só para alimentar os filhos", conta. "Não trabalho. Não tenho pais que me ajudem. Infelizmente, as mulheres às vezes engravidam, mas se tivéssemos acesso a planeamento familiar estaríamos protegidas. Não é bom ser prostituta, mas que podemos fazer? Temos de comer."

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      O parlamento ainda é uma casa de homens?

      Já ouvi alguém dizer, não para mim mas para a pessoa que estava ao lado, "não percebo estas mulheres que querem ser mães a tempo inteiro e querem ser deputadas". Não vou deixar de ser mãe pelo facto de ser deputada, nem vou deixar de ser deputada pelo facto de ser mãe. Cabe-me gerir isto no dia-a-dia, às vezes com grandes dores de cabeça. Devo ser a deputada que mais olha para aquele relógio grande no plenário.

      Lembra-se da sua primeira iniciativa parlamentar?

      Lembro-me do primeiro debate. Foi traumatizante. A primeira vez que entrei no plenário tive a mesma sensação que toda a gente tem: a sala afinal é pequeníssima. Estávamos todos uns em cima dos outros e isso inibia-me. Depois as galerias estavam cheias por causa de uma pergunta dos Verdes ao governo, que na altura estava a dar uma contestação enorme por causa da barragem do Foz Côa e das gravuras rupestres. Entro na sala, estava ali cara a cara com o governo, com as galerias cheias, tremia por todo o lado. Lembro-me da primeira grande lição que tive nesse dia, que me foi dada pelo deputado do PCP João Amaral. Disse-me assim: "Tu és novata nisto, isto tem tempos, tu não vais conseguir respeitar esses tempos e quando o presidente te mandar calar tu vais responder: ''Termino já senhor presidente.''" [risos] Depois disse-me: "Vais estar atenta à resposta que te derem porque se ele não responder às perguntas tu vais dizer ''O senhor ministro não respondeu às minhas perguntas'' e tenta recolocar as perguntas, tenta obrigá-lo a responder." Isto foi uma lição de vida para mim.

      Heloísa Apolónia, dos Verdes,
      Jornal I, 2011-08-23
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      quarta-feira, 25 de maio de 2011

      Newsletter CIEJD, maio2011





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      Destaque do mês: França

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      França
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      A França, o maior país da UE em termos de território, estende-se do Mar do Norte ao Mediterrâneo. 

      A sua paisagem diversificada caracteriza-se por regiões montanhosas a leste e a sul, incluindo o Monte Branco (4810 m) nos Alpes, que é o ponto mais alto da Europa Ocidental, e por extensas planícies atravessadas por quatro rios: o Sena, a norte, o Loire e o Garona, que correm para oeste, e o Ródano, que atravessa o lago de Genebra e desagua no Mar Mediterrâneo.

      O Presidente da República desempenha um papel político importante, pois preside as reuniões do Conselho de Ministros e é o responsável máximo pela política externa e de defesa, cabendo ao Primeiro-Ministro a gestão corrente do país. 

      O Presidente é eleito por sufrágio universal por um mandato de cinco anos. O Parlamento é composto pela Assembleia Nacional, cujos deputados são eleitos por sufrágio directo por cinco anos, e pelo Senado, cujos membros são designados por um colégio eleitoral.

      São franceses alguns dos mais influentes escritores e pensadores europeus, como Descartes e Pascal, do século XVII, Rousseau e Voltaire, do século XVIII, Balzac, Baudelaire e Flaubert, do século XIX, e Sartre e Camus, do século XX, bem como pintores mundialmente famosos, como Renoir, Monet, Cézanne, Gauguin, Matisse e Braque, para citar apenas alguns.

      A cozinha francesa é das mais apreciadas na Europa, fazendo parte integrante da cultura e do estilo de vida franceses.

      sexta-feira, 15 de abril de 2011

      DIA DA EUROPA -9 DE MAIO DE 2011

       (Atualidades:

      Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.

      Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.


      Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a
      bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.
      O que é o Dia da Europa ?
      Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento.

      Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa.

      Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".

      As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".

      Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.

      Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".

      Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.

      Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos. 

      A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.

      Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.

      Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo.

      A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.